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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Líderes do TRC discutem recuperação tarifária

Líderes do TRC discutem recuperação tarifária

Na tarde desta quinta-feira (01/02), líderes e empresários do Transporte Rodoviário de Cargas reuniram-se em Natal para debater assuntos de grande importância para o setor. O CONET (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado) tornou-se um evento tradicional do TRC, aguardado pela categoria por conta dos direcionamentos relacionados ao frete. Esta edição é uma realização da NTC&Logística e tem como entidade anfitriã o SETCERN e apoio do SINDICAPI, SETCEMA, SETCARCE e SETCEPE. A organização é da DBA&C Associados. Logo no início do evento, o mestre de cerimônia convidou para compor a mesa principal o presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, o vice-presidente da NTC&Logística, Urubatan Helou, o presidente do SETCERN, Sebastião Segundo, o presidente da ABTC, Pedro Lopes, a coordenador da COMJOVEM Nacional, Ana Carolina Jarrouge, a secretária de mobilidade urbana de Natal, Elequicina Santos, e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Norte, Marcelo Montenegro. Segundo deu as boas-vindas a todos e agradeceu o presidente da NTC, José Hélio Fernandes, por ter levado o CONET a Natal. “Desejo que todos possam aproveitar ao máximo o conteúdo do evento e a cidade”. Em seguida, José Hélio deixou sua mensagem. “Estamos em um momento de retomada da economia, o que é muito bom para o setor. Por outro lado, o cenário político inspira cuidado e ansiedade porque não temos ideia do que irá acontecer este ano”. E falou sobre o papel do setor e dos empresários. “O setor tem que se unir e ter um posicionamento forte para enfrentar a situação atual e chegar em 2019 com mais fôlego”. Sobre a questão tarifária, José Hélio foi enfático. “Existe uma necessidade latente em reequilibrar as tarifas do transporte. Por isso, peço o compromisso de todos vocês para unificar o discurso nas bases para que não haja divergência entre os sindicatos. E, assim, ganharmos mais força”. Urubatan Helou, vice-presidente da NTC, lembrou que nos oito CONETs realizados na gestão de José Hélio nunca se falou em reajuste e tarifa e sim em correção da defasagem. “O papel das entidades é orientar. E cabe às empresas negociar e argumentar com seus clientes. Dessa forma, o mercado irá absorver melhores tarifas”. O presidente da FETCESP e da seção de cargas da CNT, Flávio Benatti, ressaltou o objetivo do CONET e deu exemplos recentes. “O CONET é o local ideal para qualquer tipo de discussão do TRC. Prova disso foi o posicionamento do setor na Reforma Trabalhista, apresentando suas propostas levantadas no CONET de Bento Gonçalves”. O superintendente da Polícia Federal do Rio Grande do Norte, Marcelo Montenegro, reconheceu a importância do setor para a economia brasileira e falou sobre os esforços para combater o roubo de cargas na região. Representando o prefeito de Natal, a secretária de mobilidade urbana da cidade, Elequicina Santos, agradeceu pelo evento estar acontecendo em sua cidade e desejou que fosse uma boa discussão para os pleitos do setor. Apresentações DECOPE Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logística, apresentou o Índice de Variação do INCT. Em seguida, Lauro Valdívia, assessor técnico da NTC&Logística, revelou a pesquisa de mercado, realizada em parceria com a ANTT. A pesquisa envolveu 2.495 empresas de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil e aponta o cenário no primeiro semestre de 2017. “Apesar da pequena recuperação do frete em 2017, essa não foi suficiente para recompor a defasagem acumulada nos últimos anos”, afirma Lauro. Entre os números apresentados, foi analisada uma defasagem de 20,60% nos fretes de carga lotação e 13,95% para carga fracionada. De acordo com a pesquisa, 62% das empresas entrevistadas tiveram queda no faturamento e 47,6% diminuíram de tamanho. “As dificuldades do período também prejudicaram muito a cobrança dos demais componentes tarifários. Neste caso, é imprescindível que sejam cobrados de forma adequada”, explica Lauro. Com a crise, toda a cadeia produtiva foi afetada e o pagamento do frete ficou prejudicado. 52,4% das transportadoras estão com fretes a receber em atraso, o que significa, em média, que as empresas demoram 25,9 dias para receber o pagamento. Como consequência disso, 40,6% delas estão com parte da frota parada e 29,3% sofrem com alguma ação trabalhista. Os fatores que mais contribuíram para esta situação em 2017 foram, em primeiro lugar, os aumentos dos custos, em especial o do combustível (9,44% nos postos e 12,49% nas distribuidoras), depois as majorações de salários, que chegaram a 4,50%, aumento das despesas administrativas da ordem de 3,55%, manutenção (1,94%), preço dos pneus novos (7,56%) e preço dos veículos (8,60%). “O setor de transporte rodoviário de carga foi fortemente atingido pela situação econômica do Brasil dos últimos quatro anos. As empresas transportadoras lutaram para se adaptar à nova realidade do mercado, reduzindo custos, diminuindo de tamanho, cedendo a exigências e, principalmente, reduzindo o frete.”, afirma José Hélio. E faz uma recomendação: “orientamos o transportador para que faça suas contas e adeque sua remuneração aos desafios que estão por vir e encontre junto com os contratantes o equilíbrio comercial necessário, sobretudo neste momento, sob pena de se verem diante de situações de difícil e onerosa solução em suas operações”. O quadro abaixo traz um resumo da situação atual e um comparativo com os períodos anteriores: Taxa de Emergência Excepcional – EMEX Diante do cenário de violência que se instaurou, principalmente na região metropolitana do Rio de Janeiro, criou-se em fevereiro de 2017 (CONET – Rio Quente) a Taxa de Emergência Excepcional (EMEX) - valor extra cobrado para regiões que se encontram em estado de beligerância. A sua cobrança se justifica pelo alto custo suportado pelas empresas transportadoras para manter suas operações nestas condições, como por exemplo: • Seguradoras estão mais restritivas e exigentes na subscrição de risco; • Dificuldade de recuperação da carga pois as mesmas são desviadas para comunidades em que a autoridade policial “não tem condições de acesso”; • Aumento da franquia (participação cada vez maior); • Utilização de escoltas urbanas; • Reforço no gerenciamento de risco; • Restrições a utilização de determinadas rotas. O valor dessa taxa é de R$ 10,00 por fração de 100 kg mais um percentual do valor da carga que varia de 0,3% a 1,0%. Marcelo Rodrigues falou pelo Instituo de Desenvolvimento Mercadológico COMJOVEM sobre o site e o Manual de Boas Práticas. E lançou desafios para 2018. "Vamos desenvolver um workshop para ensinar a calcular o frete com base nas tabelas da NTC". Em seguida, abriu-se a discussão para falar da recuperação tarifária do TRC. Gildete encerrou esta etapa com a leitura do comunicado oficial da NTC e aprovação do mesmo pelo grupo presente. Fonte: NTC&Logística Publicado em Notícias